A partir de 1980, as estações de tratamento biológico de águas residuais por lamas activadas com oxigénio puro deixaram de ser curiosidades técnicas e instalaram-se com firmeza no campo prático, em franca concorrência com os sistemas tradicionais que utilizam como elemento de oxigenação o arejamento mecânico. Na actualidade, são muitas as estações que utilizam o oxigénio puro como elemento de oxigenação.
Com a aplicação de oxigénio puro consegue-se uma activação do tratamento biológico, com as seguintes vantagens:
- Melhorar o rendimento da depuração em reactores com deficiências de oxigenação, uma vez que todos os microrganismos estão em condições óptimas de oxigenação.
- Melhorar a sedimentação das lamas, proporcionando apenas a agitação específica necessária e evitando a sobre agitação que produz a rotura dos flóculos.
- Reduzir a produção de lamas até 15%. Com oxigénio puro os flóculos adoptam uma forma mais esférica e tendem a agrupar-se aumentando de densidade.
- Adaptar em cada momento a quantidade de oxigénio necessário com um custo energético constante.
- Evitar a emissão de cheiros, pela ausência de aerossóis com compostos orgânicos voláteis.
- Para reduzir o volume de obra civil e equipamentos em estações de novo desenho. Pode reduzir-se o volume da bacia biológica pelo menos 40%, e a superfície do decantador 20%, com um menor investimento.
- Como sistema de emergência em descargas de alta carga, ou em descargas pouco biodegradáveis ou biotóxicas, complementando o ar introduzido com oxigénio puro.
- Conseguir um alto rendimento de transferência de oxigénio.
- Para tornar possível a nitrificação.
Numa ETAR com sobrecarga, o oxigénio pode ser aplicável:
• COMO SUBSTITUIÇÃO TOTAL DO AREJAMENTO MECÂNICO
• COMO COMPLEMENTO OU “DOPAGEM” DO AREJAMENTO MECÂNICO