A manutenção em atmosfera inerte dos depósitos ou silos de armazenamento, e /ou dos equipamentos de processo (centrífugas, moinhos, reactores e outros equipamentos) tanto abertos como fechados, devido à injecção de um gás inerte e à gama VESTAL de equipamentos de controlo, evita degradações devidas ao O2 do ar, ou incrementa a segurança do processo.
É uma técnica de protecção que, habitualmente, não tem relação directa com os processos de fabrico, mas antes com a segurança das instalações e a qualidade dos produtos. A cobertura de protecção pode dizer respeito: - a um produto em estado gasoso (gás ou solvente vaporizado), - em estado líquido (gás liquefeito, produto líquido à temperatura ambiente ou produto sólido em fusão), - em estado sólido (em blocos, em grãos ou em forma pulverulenta).
As aplicações de blanketing nas indústrias químicas atingem actualmente uma grande diversificação conforme aumentam as exigências de acabamento (especificações de qualidade) dos produtos a elaborar.
A segurança primária consiste em evitar a formação de atmosferas perigosas, geradoras de incêndios e/ou de explosão, evitando a presença do comburente: o oxigénio. Um industrial não pode eliminar as outras duas causas: - Presença de vapores inflamáveis: procedentes do produto fabricado. - Presença de uma fonte de ignição: electricidade estática.
O azoto é injectado na “almofada” gasosa do recipiente-armazém. Um regulador estabelece a pressão de injecção alguns milibares acima da pressão de serviço do recipiente e que, em geral, é muito próxima da pressão atmosférica. O recipiente mantém-se protegido com a válvula de pressão-depressão que actua segundo as variações da pressão que se produzem no interior do recipiente. As quantidades necessárias de azoto vêm determinadas pela "respiração do recipiente", fenómeno que, ao mesmo tempo, depende de como variem as condições atmosféricas, o que torna difícil qualquer cálculo preciso sobre o consumo. Influência das variações da pressão atmosférica.
Este fenómeno, já importante nas instalações fixas, atinge níveis superiores nos recipientes de combustível a bordo dos aviões. Quando o avião descola e ganha altura, a pressão atmosférica desce e a válvula de pressão do recipiente desaloja uma mistura rica. Ao descer, o ar entra pela válvula de depressão e a mistura que se forma na “almofada” gasosa do recipiente atravessa a zona de composição explosiva da mistura. Influência das variações de temperatura. As variações de temperatura traduzem-se em variações de pressão (lei de Mariotte: PV=RT) provocando a "respiração" do recipiente. Este fenómeno é ainda mais acentuado se o produto armazenado possui uma tensão de vapor elevada. Com efeito, as variações de temperatura traduzem-se numa vaporização ou numa condensação do produto.