Pressurização  [ Voltar  Atmosferas activas, controladas e outras  ]

Técnica normalmente utilizada para transvasar líquidos (em particular os perigosos ou "sensíveis") sem problemas, praticamente sem investimento, sem riscos e sem deterioração do produto, a pressurização de depósitos com gases inertes permite um melhor controlo da produção. A pressurização da embalagem final mantém a sua rigidez inalterada, evita o esmagamento no armazenamento, permite utilizar embalagens mais finas, poupando material e transporte.

A pressão que requerem algumas técnicas de aplicação pode ser obtida mediante a simples aplicação de azoto, para isso unicamente é necessário um mano-redutor que regula a pressão, uma canalização e uma válvula para proteger o recipiente contra qualquer eventual sobrepressão.

A simplicidade do seu arranque em serviço proporciona uma excelente fiabilidade e elimina qualquer operação de manutenção uma vez que não se produzem fenómenos de desgaste, corrosão, etc.

Um ponto muito importante é que se evita a necessidade de utilizar material antideflagrante, uma vez que a pressão de nitrogénio substitui a energia eléctrica. Além disso, ao trabalhar com um inerte eliminam-se os riscos de contaminação por impurezas metálicas, óleos ou resíduos de operações precedentes e igualmente, ao concluir a operação, o recipiente que recebe o produto transvasado fica sob atmosfera inerte.

As operações mais habituais que utilizam esta técnica são:

  • Transvasamento de um vagão cisterna a um armazém fixo,
  • Transvasamento de um armazém fixo para os reactores,
  • Transvasamento entre armazéns,
  • "Blanketing" permanente de produtos armazenados,
  • Envio de resíduos gasosos para queimadores,
  • Agitação e homogeneização de um meio de reacção.
  •  Transvasamento, mediante azoto líquido, de um camião cisterna a um vagão cisterna.Se se tratar de simples operações de "transfer" ou de operações mais complexas, realizá-las requer fundamentalmente calcular com suficiente exactidão a pressão necessária para a operação.Para além das operações em que a pressão do azoto serve para transvasar produtos entre diferentes pontos de uma estação, cabe destacar outras operações em que a pressão do azoto tem como fim fundamental a manutenção de uma atmosfera determinada no interior de equipamentos, instalações de segurança, enchimentos, experiências pneumáticas, obras, etc.
  • Gás de instrumentação: Dada a sua disponibilidade imediata, o azoto à pressão pode substituir automaticamente o ar de instrumentação no caso de a alimentação deste falhar. A pureza do nitrogénio permite o perfeito funcionamento dos equipamentos de controlo, sendo especialmente indicado para aquelas instalações que funcionam a baixa temperatura, uma vez que a utilização de nitrogénio seco elimina os riscos de formação de gelo.
  • Protecção de aparelhos: A utilização de uma ligeira sobrepressão de azoto nos equipamentos eléctricos (motores, caixas de registo, etc…) elimina os riscos de acendimento de eventuais misturas explosivas que podem existir na sua atmosfera circundante.
  • Instalações de segurança: O azoto é o fluido ideal sem falhas nas instalações de segurança (campainhas de alarme, portas corta-fogo, extintores, etc…).
  • Enchimento de pneus: Nos elementos insufláveis a segurança depende da manutenção de uma pressão constante. A utilização de azoto permite não oxidar a borracha ou o seu suporte; além disso, difunde-se menos do que o ar através da borracha. O azoto é utilizado para encher juntas pneumáticas, industriais e pneus pesados (pesos pesados, comboios excepcionais, etc…).
  • Obras públicas: A pressão disponível do azoto armazenado pode transformar-se em trabalho mediante um pistão ou uma turbina. A autonomia que proporciona o azoto é muito importante neste caso.

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